Os dez mandamentos do conteúdo mobile first

Segundo dados do Google Mobile Day, evento multimídia realizado pelo Google em junho, olhamos nossos celulares mais de 150 vezes por dia e 2015 é o ano em que o mobile ultrapassa o desktop.

Num momento em que tudo gira em torno dos dispositivos móveis e as pessoas estão hiper conectadas aos seus celulares, seja para acessar redes sociais ou ver notícias e entretenimento, é fundamental pensar conteúdo nesse contexto.

Por isso, criamos o infográfico abaixo, um guia com dicas para criação de conteúdo otimizado para mobile e que deve contribuir para o trabalho das agências e de produtores de conteúdo.

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Ação para divulgar o novo LG G4 procura novos fotógrafos

O principal diferencial do LG G4, o smartphone top de linha da LG, é sua lente inovadora e a qualidade de sua câmera, que proporciona uma experiência profissional de fotografia. Partindo dessa premissa, criamos para a LG no Brasil a campanha “Procuram-se Fotógrafos”.

Ao adquirir o produto, os consumidores podem se cadastrar no site e enviar suas imagens, tiradas com o smartphone. As melhores serão comercializadas pela iStock by Getty Images, pioneira em banco de imagens no mundo.

De acordo com Moa Netto, vice-presidente de criação da W3haus, a ação é um grande convite a quem gosta de tirar fotos, uma provocação para ver até onde esse talento pode chegar. “Em um mundo onde fotografar virou uma forma de comunicação tão importante quanto as palavras, a W3haus está abrindo possibilidades para os consumidores de LG que eles nunca imaginaram. Fechamos parcerias de peso para dar todas as ferramentas que o consumidor precisa para se sentir realizado como um fotógrafo profissional (e quem sabe até ganhar algum dinheiro com esse talento). Tudo alinhado com as features do LG G4″, destaca o criativo.

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Segunda-feira é dia de tirar dúvidas com Tintas Coral

“Gostaria de pintar a porta do meu quarto de azul claro e fazer detalhes com stencil em amarelo. Será que os detalhes ficaram muito apagados com o azul claro como fundo?”

“Minha sala é um pouco escura devido a cobertura da Garagem.Qual cor clara e aconchegante eu poderia usar?”

“Quero mudar a cor da minha sala e cozinha, com as cores preto, amarelo, cinza e branco. Combina? A maioria dos meus móveis sao escuro. Que cor devo usar nas paredes?”

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São muitas as dúvidas que surgem na hora de pintar a casa. Que cor combina com os móveis? Que tom contrasta com o piso? Qual deixa o ambiente mais aconchegante? Para ajudar as pessoas a tomarem suas decisões, criamos para Tintas Coral a ação em real time “Coral Tira-Dúvidas”. Todas as segundas-feiras, das 13h às 18h, uma equipe da W3haus está à disposição para conversar com os fãs e responder suas perguntas na fan page da marca.

Com a ação, a marca, que é referência no mercado, busca ajudar as pessoas a decorarem seus ambientes para uma vida mais cheia de cor. Além do consumidor final, atendemos pintores ávidos por conhecerem cores que estão em alta para sugerirem a seus clientes. Com suporte de consultores especializados da Coral, nossa equipe também tira dúvidas sobre a gama de produtos para pintura de paredes, metais, madeiras e objetos de decoração da marca.

Tem alguma dúvida sobre combinação de cores e decoração ou quer alguma dica sobre os produtos? É só comentar na postagem do dia!

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A magia do maravilhoso mundo mobile

Por Renata Crawshaw, redatora da equipe de Conteúdo

Quando entrei na W3haus, conheci um mundo totalmente novo. Era um universo digital onde a gente tinha a total liberdade de fazer o que quisesse. Absolutamente tudo. Antes, eu só conhecia redação de jornal. Aí cheguei aqui e, depois de um tempo, entendi o lema que dizia: somos a união de pessoas prontas para fazer o que não existe. Imagina só, ter o poder da internet todo a seu favor para usar e abusar da imaginação? E a gente tem.

Já no início, fui apresentada ao portal Viva Linda, um espaço que também era totalmente novo para mim. Um canal que liga consumidoras à marca de uma forma simples e bonita, no qual deixar a vida das mulheres mais linda era a nossa grande missão. Quase dois anos de trocas e dicas entre fãs e O Boticário no portal e nas redes sociais, decidimos dar um passo mais largo. Por que não entrar de cabeça na vida das consumidoras, já que elas adoram participar da nossa através da internet? É aí que vem a ideia de criar um aplicativo de celular, para fazer parte da rotina e do dia a dia das fãs da marca.

E não poderia existir ferramenta melhor do que o telefone. Estamos vivendo uma época em que esquecer o celular = sair sem roupas de casa. Era a nossa chance de chegar ainda mais perto delas. E funcionou! Menos de dois meses depois do lançamento do app O Boticário, tivemos uma resposta positiva às questões que nos cercavam: mais de 129 mil downloads de pessoas curiosas e sedentas por mais dicas e mais informações sobre esse nosso universo.

Além do Feed da Beleza, outro sucesso do app foi a seção de Dicas para Presentear, em que o usuário pode pesquisar por presentes específicos para amigos, familiares e amores. Foi um choque, mas um choque bom. E com toda essa experiência, estamos aprendendo cada vez mais a dar importância para o visual. Mostrar aqueles produtos que dão vontade de passar a mão na tela do telefone, de dar uma mordida de leve para ver se sai um sabor gostoso: é isso que a gente quer ver!

Um aplicativo de celular pode conversar com você durante o dia e agregar muito mais coisas na sua rotina. Ele pode ser um dos seus melhores amigos quando o assunto é cuidar de si. “Queria fazer uma make diferente para a festa de sábado. Será que eu consigo ajuda?. Abre o aplicativo! “Tenho um almoço de aniversário da minha sogra e não faço ideia do que dar de presente“. A gente ajuda nessa!

Lidar e criar os conteúdos diariamente para um dispositivo que vai impactar milhares de pessoas no Brasil inteiro está sendo uma experiência única. É o momento em que eu fecho os olhos e imagino uma amiga sentada bem na minha frente, esperando uma chuva de informações e de truques para deixá-la cada dia mais linda. É quando penso: “’se eu pudesse falar com uma consumidora neste exato momento sobre qualquer assunto de beleza, o que eu diria?“. É mágico e ao mesmo tempo desafiador, pois precisamos sempre pensar à frente e inovar em absolutamente tudo. Afinal, a gente realmente faz a diferença na vida das pessoas. E isso é lindo.

Captura de Tela 2015-07-29 às 17.14.46O app O Boticário está disponível na Apple Store e no Google Play, gratuitamente.

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Dia das mães O Boticário

Dia das Mães O Boticário: a W3haus uniu tecnologia e emoção para aproximar mães e filhos. Assista ao live diary.

e conheça a homenagem multitelas.

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Pesquisa com profissionais aponta a W3haus entre os melhores trabalhos de mídia social do país e entre as empresas mais desejadas para se trabalhar.

A pesquisa de 2015 “Raio-X dos profissionais de Mídias Sociais”, feita pela trampos e Alma/Beta com mais de 1000 profissionais da área, apontou a W3haus entre as empresas mais desejadas para se trabalhar e que está fazendo um bom trabalho nas mídias sociais brasileiras! Leia a pesquisa completa no link: http://w3ha.us/1P6jrQg

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Campanha de belVita Yogo com ações exclusivas para o digital. #bomdia

Para reforçar o lançamento de sua mais nova linha de produtos, belVita aposta na produção de conteúdos exclusivos para seus canais digitais.

Em fevereiro, a marca lançou um filme para TV, protagonizado pelo novo casal-propaganda Lázaro Ramos e Taís Araújo.

Agora, a campanha parte para uma nova fase na web com o lançamento de uma série de quatro vídeos de 15” e um de 7”, criação da W3haus.

Os vídeos abordam situações matinais do cotidiano cotidianas (como tomar café da manhã pensando no almoço) e buscam registrar o bom-humor e leveza característicos de outras campanhas da marca, além de enfatizar a #bomdia, que aparece como assinatura da campanha.

O conteúdo será veiculado no canal de belVita no Youtube (youtube.com/belVitaBR), além de receber destaque na fanpage da
marca(facebook.com/belVitaBrasil) e contar com outras ações em mídias sociais.

A produção dos filmes é da Dínamo Filmes.

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Tiago Ritter da W3haus se apresenta no SXSW

Todo mundo aqui no NCGroup tem um talento diferente. O nosso CEO, Tiago Ritter, também é baterista e toca hoje com a sua banda Call Me Lolla no SXSW, em Austin. O que essas habilidades têm em comum? “O baterista e o CEO têm a visão do todo. São os responsáveis por ditar e manter o ritmo, seja da música ou dos negócios”, conta. Confira o serviço do evento pra saber mais sobre o show: http://schedule.sxsw.com/2015/events/event_MS30428

Foto: Claudio Lacerda

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UM ROLÊ PELO FUTURO

Enquanto estamos eu e você aqui, trabalhando, estudando, encontrando os amigos no final do dia, levando o cachorro para passear, entrando em polêmica sobre essa ou aquela cor de um vestido, milhares de pessoas estão pensando em como melhorar a vida da humanidade lá na frente. Próximo ou não, o futuro é o presente na vida desses malucos tarados por tecnologia.

O nosso CEO, Tiago Ritter, foi passar essa semana pertinho dessa galera, fazendo um curso na Singularity Universe e mostra pra gente um pouquinho do que vai rolar por lá.

Confere aí ;)

Agora dá uma olhada nas instalações do campus, que fica dentro de uma base de pesquisa da Nasa.

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UMA VIDA SEM PRECONCEITO

Nossa colega Eduarda Nordio Maciel, 19 anos, a Duda, namora há 7 meses o Rafael que é deficiente auditivo. Ela não se importou em aprender libras pela pessoa que ama e até virou  DJ em uma festa de surdos. Nós convocamos 5 pessoas da agência para fazer perguntas e convidamos ela para ensinar algumas expressões pra gente.

Por Larissa Magrisso – Como vocês se conheceram?

Duda – Foi pelo  Facebook. Eu estava solteira e estava ali olhando uns gatinhos e vi que a gente tinha um amigo em comum que era o tatuador. Mandei convite de amizade e ele confirmou e foi assim.

01- Oi

“Oi”

Por Isa Silveira – Como ficou sabendo que ele tinha deficiência ?

Duda –   Eu tava olhando no face, e eu vi que ele estudou no Concórdia que é uma escola especial e eu perguntei se ele era surdo e ele disse que sim. Ele já me perguntou quando a gente ia nos encontrar e eu falei que não sabia libras. Ele falou que oralizava um pouco, porque existem surdos chamados surdos oralizados, que escutam um pouco.

02---tchau “Tchau”

 Por Isa Silveira – Como foi o primeiro encontro?

Duda –   Quando eu descobri que ele era surdo eu comecei a aprender o abecedário por mim mesma e eu sabia fazer meu nome em libras. Quando a gente se encontrou, ele foi lá em casa, minha mãe e minha irmã estavam, foi bem estranho. Como ele é surdo, ele não fala igual a gente. Ele fala estranho como todos os outros, e aí de primeira eu falei “Quê????”.  Quando a gente não entendia o que o outro dizia, eu escrevia no celular e mostrava pra ele. Depois eu aprendi o abecedário e ficou mais fácil pra gente se entender.

04---desculpa

“Desculpa”

Por Larissa Magrisso – O que fez você se apaixonar por ele?

Duda –  O jeito dele, porque a deficiência não diz nada, não tem diferença nenhuma. O que atrapalha é que, às vezes, estamos conversando e o jeito dele conversar é muito diferente das outras pessoas, porque ele não conhece bem as palavras e isso dificulta – principalmente quando estamos no telefone. E o que fez eu me apaixonar é que ele é carinhoso. É o namorado que eu sempre quis.

07---I-L-Y-(eu-te-amo)

“Eu te amo”

Por Isa Silveira- Que momento você sentiu a necessidade de estudar libras?

Duda –   Eu fiz um curso de 5 meses, porque eu conhecia ele e aí eu percebi que na família dele ninguém sabia nada. A mãe dele até sabia um pouco. Quando ele era pequeno, usou aparelho por um tempo e daí o aparelho quebrou. Acho que a partir dos 13 anos ela parou de usar sinais e começou a gritar para ele entender. Daí se ele fala, eu entendo, mas se eu falar, ele não entende porque não é tudo que eles entendem por não ouvirem.

08---eu-te-amo-universal

“Eu te amo Universal”

 Por Lucas Carniel – Como foi aprender Libras?

Duda – Não é fácil. É mais que uma língua, é uma linguagem com mãos e expressões faciais. Tua expressão faz muita diferença. Mas depois que tu começa a aprender, ajudar os outros, ensinar algumas coisas, é gratificante.

13---almoçar

“Almoçar”

Por Laura Borges – Quando tu precisa dizer algo muito muito específico para ele e não consegue expressar na linguagem dele, como faz? Não fica a sensação de que falta dizer algo para ser entendida por completo?

Duda – Sim, acontece isso. Tem muita coisa que ele não entende… mas eu consigo me comunicar com ele. Tem coisa que nós entendemos, que é muito básica, que eles não entendem. Uma vez a gente tava conversando sobre História e eu estava explicando para ele que lá não-sei-onde tinham uns garimpeiros que usavam peneira para pegar os diamantes e ele perguntou: “Peneira?”. Aí eu me levantei e fui na cozinha e mostrei uma peneira para ele e ele entendeu. Outro dia eu saí com ele e mais três amigos surdos. Um deles comprou uma revista de signos e cada um leu o seu signo, e depois de lerem me perguntaram o que significava a palavra “intimidade”. Daí me quebrou! Porque tem muita palavra que eles não entendem. Por exemplo, quando eu estou vendo filme com o Rafael e ele para o filme e pergunta o significado de alguma palavra. Eu tento explicar, aí se eu não sei e eu vou procurar no dicionário e mostro pra ele.

03---por-favor

“Por favor”

 Por Leo Prestes – Todo casal tem apelidos, piadas internas, essas coisas que só fazem sentido pra eles. Como isso funciona em libras?

Duda –  No nosso namoro a gente faz o “amor” (Duda mostra o sinal em libras). E em libras, amor e  amar é o mesmo sinal. Fora isso, quando tu começa a aprender libras, tu é batizada, entra no clube: a gente ganha um apelido, que é um sinal que te representa. O meu sinal é a letra E, de Eduarda, e mais esse sinal ( Duda coloca a mão em posição de garra e balança como se fizesse um ziguezague no ar, ao lado da cabeça)  porque meu cabelo lavado e sem chapinha é assim meio crespo. Já o Rafael é a letra R e esse sinal (Duda cruza os dedos indicador e médio e toca com as pontas nas duas bochechas),  porque quando ele era pequeno, tinha as bochechas rosadas, e foi sua professora que colocou esse apelido. Mas como namorados a gente só tem o “amor”e ele me chama de “vida” (Duda mostra as duas palavras em libras).

06---obrigado

“Obrigado”

Por Lucas Carniel– Qual foi a adaptação mais desafiadora?

Duda –  Foi no clube do surdos, o SSRS (Sociedade Surda do Rio Grande do Sul). Quando eu entrei no clube ninguém falava, somente a secretária que é casada com um surdo. Foi bem difícil porque eu só sabia o abecedário e eu fiquei de canto. Aí eu comecei a atacar as pessoas e fazer em libras “Oi tudo bem?! Posso conversar? Sou ouvinte, a namorada do Rafael”. Começou assim, foi difícil no início poque eu ficava muito sozinha quando a gente saía com os amigos dele. No último churrasco, eu conversei com todo mundo porque agora ficou mais fácil.

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“Boa noite” 

Por Victor Rodrigues- Como é ser Dj em festa de surdos ?!

Duda – É bem legal. Eu só tava ajudando na festa no clube e eu tinha levado meu pen drive porque eu tenho bastante música eletrônica. Nesse dia, eu estava aprendendo a mexer nos aparelhos com o Rafael, aí o responsável pela festa pediu para eu seguir e eu continuei tocando. Surdo gosta mais de música eletrônica porque o que é importante para eles é sentir aquele “tum, tum”, aquela batida. Já que eles não têm a audição, eles têm a sensibilidade muito maior para a vibração. Aí tem uma mulher que não escuta nada e sempre que toca alguma música ela me pergunta qual o tipo que tá tocando: “Pagode? Sertanejo? Funk?”. Ela fica na dúvida porque pagode não tem vibração nenhuma.

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“Porto Alegre”

Por Victor Rodrigues – Como a sociedade vê teu namoro ? Tirando a parte de adaptação, mas a parte de socialização ?

Duda – Ah, parece que somos duas aberrações! Por exemplo, no ônibus, geralmente nós sentamos nos assentos que são um de frente pro outro. No início, eu lembro que eu falava ao mesmo tempo que usava libras, e depois eu parei de oralizar. Chegou a um ponto que eu sempre percebia que as pessoas olhavam… Uma vez tinha umas gurias que olhavam pra nós e se olhavam com estranhamento.

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“São Paulo”

 Por Isa Silveira – Para quem não sabe nada de Libras, como a gente deve se portar com um deficiente auditivo?

Duda – Supondo que venha um surdo aqui na empresa, e eu esteja de intérprete. Se eu chegar e começar a fazer a interpretação, vocês não podem fazer a pergunta pra mim, mas pra pessoa com deficiência, mesmo que ele não escute nada. Tu tá falando com ele e não comigo. E mais uma dica: nunca chamá-los de “mudinho”, porque eles não são mudos, mas sim deficientes auditivos

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“W3″

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Quem ainda tem medo da internet?

por Magali Moraes, diretora de criação.

Desde que a Maga veio pra W3, já perdeu a conta de quantas vezes alguém que compartilhou com ela o mercado publicitário tradicional perguntou curioso sobre a transição do off para o online. Agora ela conta pra todo mundo.

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Quem ainda tem medo da internet?

Um vizinho meu da praia tem.

Numa tarde calorenta nas últimas férias, a gente de boa na piscina, ele confessa que tem medo de comprar online. Em fevereiro de 2015!
Entenda nosso grau de intimidade: tínhamos acabado de ser apresentados na constrangedora versão biquíni-sunga, já estávamos mesmo dentro da água, então me senti à vontade pra fazer uma lavagem cerebral no cidadão e vender as maravilhas digitais. Talvez fosse saudade inconsciente do trabalho ou apenas incredulidade – como encontrar alguém que nunca comeu chocolate.

Se ele AINDA não curtia uma comprinha online, nunca havia saboreado a delícia de conseguir uma passagem aérea com descontão na madrugada, não sabia que o simples fato de colocar um produto no carrinho e não levar gera ofertas no email… que outros prazeres o meu vizinho se privava? Um viral engraçado e relaxante? (mas o cara era médico, podia achar que eu estava desvirtuando a conversa pra área da saúde). Notícias em primeira mão, minuto a minuto, que amanhã vão estar na capa dos jornais? Stalkear seus pacientes no Facebook? Como não explicar que a rede mundial de computadores é terra de ninguém e de todo mundo? Onde as minorias se agigantam com um post bem mandado? Onde as revistas mensais femininas descobriram faz tempo que mulher nenhuma aguenta esperar um mês pra conversar e se jogaram com elas no Insta, compartilhando foto até da editora cozinhando pro namorado? E que no meio do joio www tem trigo, sim, é só saber procurar?

Aquele homem tinha cara de boa pessoa, eu precisava mudar sua visão antes dele se interessar pela bunda da outra vizinha (a minha estava submersa, obviamente). Mesmo de férias e precisando desconectar, eu não aguentei e disparei tweets, ops, argumentos um atrás do outro.

Medo de dar CPF? Ô chefia, esse número que já foi sagrado e secreto hoje é repetido pro frentista, caixa do supermercado, moça da farmácia. Um hacker pode estar atrás na fila, o ambiente digital é muito mais seguro!!
Medo de pagar contas pela internet? Vem cá, e se eu disser que dá pra imprimir o comprovante e grampear no carnê?

Nisso, um casal a 20 metros dali mergulhou seu smartphone embalado numa capinha plástica pra tirar foto submersa (o pau de selfie não estava presente, obrigadadenada). Apontei e disse: meu amigo, o povo não desgruda do celular nem pra entrar na piscina! Mobile é vício e vida. Por dia, imagina quantos milhares de celulares caem dentro do vaso sanitário porque o banheiro é a melhor zona wi-fi que existe?

Talvez pra se livrar de mim, ele prometeu quebrar o tabu e o limite do cartão na web. Daí, eu fiquei pensando nos clientes que sucumbiram ao WhatsApp pra conversar com os amigos mas ainda desconfiam do digital pra conversar com seus consumidores. As redes sociais são o último capítulo da novela todos os dias. É lá que o assunto tá quentinho (ou a falta dele). É no ambiente digital que vivências incríveis de marca acontecem e fidelizam.
Quando eu trabalhava com offline séculos atrás (mentira, 2 anos que parecem anos-luz), achava o máximo quando um comercial meu era comentado num almoço de família por seres humanos que desconheciam briefings, brandings e outros palavrões. E continuo achando, só que agora tenho isso o tempo todo. O retorno vem rápido, doa a quem doer. Comentários pipocam insanos nesse grande tricô que são as redes sociais.

Por que esperar o próximo aniversário do tio para ver se algum parente fala do outdoor com aplique? E se a tia com bexiga caída levantar da sala no intervalo da novela pra fazer xixi, não dá nada. No Youtube é sempre horário nobre. Se o vídeo for relevante, já foi até compartilhado pelas amigas da caminhada e deve estar esperando na timeline dela.

Com licença para uma terapia in real time: quando eu decidi sair do meu sofá profissional (que era bem confortável) e me joguei nesse chão de almofadões que é o digital, foi muito mais que trocar de emprego. Foi trocar de mindset e colar no consumidor. Por mais que eu gele quando o pessoal de métricas questiona se aquela interatividade vai atingir os KPIs ou alguém prova que o consumidor não clicou onde devia, não engajou e tem que mudar, eu prefiro essa incerteza que vem dando certo por me desafiar incansavelmente. A humildade necessária pra aprender e crescer, sabe como? Passar do off pro on foi o intercâmbio que eu não fiz aos 15. E continua sendo. Alternando o gostinho do desconhecido e a alegria das descobertas com dias em que dá tudo errado e bate saudade da terrinha segura. Até o dia em que a gente respira com mais facilidade no ar rarefeito, entende melhor a nova cultura, se pega falando uma expressão local com quase naturalidade, não se sente mais tão outsider e nem pensa mais em voltar.

Mas e o meu vizinho, hein. Será que ele perdeu o medo?

Eu já.

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Largou tudo e foi para a África

Antônio Soletti, o Solettinho, tem 29 anos e é ex-redator da W3. Ele sempre curtiu viagens da categoria “indiada”, mas dessa vez ele foi além e fez uma aventura desafiadora e diferente.

 

Sério? Como assim? Mas por quê?

Essa era a reação de todas as pessoas quando eu contava: vou viajar e viver na África por três meses.

Sempre fui adepto de viagens da categoria “indiada” (programa no meio do mato), mas dessa vez eu queria uma aventura um pouco mais desafiadora. A ideia surgiu por basicamente dois motivos. Primeiro, porque eu desejava muito viajar sem me preocupar com o tempo, sem ficar preso aos 30 dias contadinhos de férias. E, segundo, porque eu queria fazer algo que fosse completamente diferente de tudo que já havia feito na vida, dentro ou fora da publicidade.

Foi aí que resolvi pesquisar possíveis destinos. Comecei pela África e não consegui mais tirar a ideia da cabeça. A cada país pesquisado, mais eu me surpreendia e me encantava. Descobri que eu era tão ignorante em relação ao continente africano quanto um americano é sobre o Brasil. Só pra se ter uma ideia, são mais de 50 países, onde se pode encontrar desde desertos inóspitos até florestas tropicais, desde praias paradisíacas até montanhas nevadas. Sim, existe neve na África!

Descobri também alguns programas de trabalho voluntário. Achei interessante e resolvi arriscar. Decidi fazer dois deles na África do Sul e usar o tempo restante para conhecer alguns países vizinhos.

E assim eu parti, morrendo de medo e com o ebola bombando. Jamais vou me esquecer da sensação de pânico ao cruzar o portão de embarque. Só conseguia me lembrar da velha enxurrada de perguntas: Sério? Como assim? Mas por quê?

Corta a cena, e lá tô eu feliz da vida na África do Sul. O primeiro projeto foi incrível. Perto de Johannesburgo, ajudei no dia-a-dia de uma game reserve, que nada mais é do que uma grande fazenda cheia de animais selvagens. Lá eu fiz de tudo: juntei muito cocô de elefante, alimentei leões, carreguei zebra anestesiada, construí algumas cercas e também uma nova casinha para os filhotes de leão. Além disso, bati um papo despretensioso com dois atores de “Ataque dos vermes malditos V”, que estava sendo filmado no local. Não faço a menor ideia de quem sejam.

Soletti e o filhote de leão

Um dos momentos mais legais do trabalho voluntário: alimentar os filhotes de leão e tirar uma selfie com eles. =)

Logo na sequência comecei minhas longas jornadas de trem e de ônibus pela África. Fiz couchsurfing em Durban e em Port Elizabeth até chegar à linda e incomparável Cidade do Cabo. Lá, iniciei meu segundo trabalho voluntário: ajudar professores de educação física em uma escola da periferia. Impossível esquecer aquele bando de crianças sedentas por carinho e arrancando todos os chaveiros da minha mochila logo no primeiro dia. Mas eu juro que adorava elas. Ali, comecei a entender que na África as pessoas não precisam de muito para serem felizes. E não falo só de dinheiro. Aprendi que levantar uma criança pelos braços pode ser o momento mais feliz do dia dela. E que uns poucos segundos da minha atenção podem arrancar dezenas de sorrisos cheios de admiração. Simplesmente inesquecível.

Com o fim dos projetos, parti para o segundo e mais complicado estágio da trip: desbravar Namíbia, Botsuana, Zimbábue, Zâmbia e Tanzânia, viajando como um bom africano. E foi aí que comecei a conhecer a África de verdade. Ali encontrei pessoas de todo tipo, escutei muitas histórias durante as longas viagens e também vivi o cotidiano simples porém alegre daquelas pessoas. Não foi nada fácil, mas pra minha felicidade consegui conhecer grande parte dos lugares que havia traçado no meu roteiro imaginário.

Felicidade nas pequenas coisas !

Tazara: o trem que liga Zâmbia e Tanzânia faz uma das suas inúmeras paradas perto de um vilarejo. Essa viagem levou 52 horas.

Viajar pela África de ônibus, trem ou até mesmo de carona depende muito de tempo, paciência e sorte. Os horários e as rotas são escassos, os países são mais extensos do que a gente imagina, as estradas são ruins e têm trânsito perigoso, os imprevistos acontecem a toda hora e você nunca sabe como é o lugar onde vai desembarcar, muito menos o horário. Por outro lado, as viagens são baratas e você sempre vai encontrar alguém que fala inglês e que está disposto a ajudar. Em Botsuana, por exemplo, conheci um senhor que cruzou a fronteira de balsa comigo, me esperou na imigração, trocou dinheiro pra mim, me acompanhou até a porta do hostel e ainda deixou o endereço pra eu ir visitar a família dele no dia seguinte.

Durante 45 dias, andei por desertos, rios, cataratas, ilhas, montanhas, vulcões, savanas, florestas, cidades e tribos. É impressionante a quantidade de parques nacionais e reservas ecológicas que surgem pelo caminho. Mas o que todo mundo deve estar louco pra me perguntar agora é: afinal, qual o lugar mais incrível que existe por lá, meu filho? Eu sempre repondo: depende do que cada um gosta. Dentro do meu coração guardei três lugares que são igualmente incríveis, mas com perfis e sentimentos diferentes.

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Sossusvlei, na Namíbia: um deserto tão quente e seco que nem as bactérias sobrevivem para decompor as árvores mortas há centenas de anos.

O primeiro deles é a Cidade do Cabo, ou Cape Town. Deslumbrante e um verdadeiro paraíso para os aventureiros, a cidade não tem nada a ver com o resto da África. Mas existem tantas coisas para fazer por lá, que eu moraria tranquilamente muitos anos nessa cidade. Mergulhar com tubarões brancos, visitar os pinguins em Simon’s Town, subir a Table Mountain pelas suas diversas trilhas, degustar vinhos em Stellenbosch, curtir a fantástica praia de Camps Bay e ir até o Cabo da Boa Esperança pela belíssima estrada Chapman’s Peak são apenas alguns exemplos que já consumiriam no mínimo uma semana de viagem.

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Cidade do Cabo: Table Mountain vista de outra montanha, a Lions Head. À direita, a lindíssima praia de Camps Bay.

O segundo lugar que eu jamais vou esquecer é o desafiador Kilimanjaro, na Tanzânia. A montanha mais alta do continente africano, com 5.895 metros de altitude, é linda e ao mesmo tempo desgastante. Chegar no topo depois de quatro dias caminhando e ver o sol nascer é algo indescritível, mesmo que você tenha pouquíssimo oxigênio no cérebro e esteja rastejando de cansaço. Chuva, neve, frio e falta de ar levam o corpo e a mente ao limite. Não é só uma escalada. É uma experiência surreal. Além de ficar seis dias sem banho, claro.

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Kilimanjaro: o topo da montanha mais alta da África, a 5.895 metros de altitude, visto do último acampamento-base.

E o terceiro foi Ngorongoro, que é, nada mais nada menos, a cratera de um vulcão adormecido cheia de animais selvagens vivendo num ecossistema em perfeito equilíbrio. Leões, búfalos, elefantes e todos os tipos de animais vivem dentro desse grande buraco, que mais parece a Arca de Noé ou um zoológico. Quando entrei na cratera, parecia que eu estava num templo mágico da natureza ou gravando aqueles programas da NatGeo. Até agora não consigo acreditar como tudo aquilo se formou e como aqueles animais foram parar lá dentro. É a África na potência máxima.

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Ngorongoro: a cratera vista de cima. Lá embaixo, leões, búfalos, hipopótamos, elefantes e muitos outros animais disputam espaço e comida.

Eu poderia escrever um livro sobre essa aventura aqui no blog da W3. Faltou contar muita coisa, inclusive que o presidente da Zâmbia morreu enquanto eu estava lá e criou um caos nos meus planos. Mas, como a pauta de todo mundo tá pegando, simbora trabalhar. Afinal, é o trabalho que vai financiar a loucura que cada um está disposto a viver. Quanto a mim, ainda não tenho em mente uma nova viagem. Mas descobri que tenho uma nova missão: inspirar mais pessoas a viverem seus sonhos o mais rápido possível. E se mesmo depois deste texto você ficou em dúvida ou com medo, é só dar uma olhadinha no vídeo que eu fiz pra resumir toda essa jornada. 

Já consigo até imaginar você respondendo às perguntas: Sério? Como assim? Mas por quê?

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