#MobileDay na W3haus com @leoxavier – por @elisangelacombr

Na semana passada, a W3haus recebeu na sua sede em SP o fundador e CEO do Grupo.Mobi, Leo Xavier. Ele veio falar com a gente sobre tendências do mercado mobile. A colega Elisângela Silva, da área de Conteúdo e Social Media, acompanhou e fez um relato do encontro.

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Mais que falar sobre mobile e suas aplicações, o #mobileday aqui na @w3haus foi uma imersão no pensamento de Leo Xavier, que foi jurado do Festival de Cannes 2012 na categoria mobile Lions e é um dos 50 profissionais mais inovadores do mercado digital brasileiro, segundo a Proxxima – ou seja, uma fera no assunto!

De cara, Leo quebra a matrix dizendo: “A Internet é uma só, não há porque separar web e mobile! A diferença está no device, no contexto, localização e comodidade”. Neste ponto, fica claro que estudar e conhecer o comportamento do seu consumidor na web pode ser uma ajuda para conhecê-lo no mobile, mas não é 100% do caminho.

Ao pensar nesse contexto, devemos levar em conta alguns números: só no Brasil, são mais de 27 milhões de smartphones, segundo a Anatel. O uso da tecnologia 3G cresce exponencialmente e, as previsões indicam, fecharemos o ano de 2012 com 70 milhões de usuários para, em 2014, chegar em 124 milhões e conhecer a tecnologia 4G por aqui.

Leo Xavier, na W3haus

Com os planos de dados cada vez mais acessíveis, 2 em cada 3 internautas acessam a web via mobile e a tendência é surgir o usuário: ‘mobile only’, seguindo o comportamento já criado por aplicativos como o Instagram, o Foursquare e os leitores/conteúdo exclusivos para tablets.
Smartphones representam 56% dos devices comercializados no país e em maio de 2012, pela primeira vez, vendeu-se mais smartphones que feature phones. Fato que gera mais uma mudança: devemos pensar muito mais na audiência que no device, sem esquecer onde e como a audiência se conecta.

Hoje o comportamento dos usuários de smartphones se divide em dois perfis que caminham juntos: usam para facilitar tarefas cotidianas (time saver) e como distração (time killer). 73% das pessoas assistem TV conectadas em algum device (tablet ou smartphone), assim a transferência e interação de conteúdos é inevitável.

Considerando todo o exposto Leo conceituou: “aplicativo é a materialização de alguma ideia genial”. É desse princípio que o planejamento, criação e concept devem partir, sempre decidindo qual o caminho seguir com o aplicativo: time killer ou time saver. Vale saber que 60% dos brasileiros baixam jogos, mas não os mantém instalados em definitivo, pois uma das tendência de comportamento que o mobile traz é manter instalado o que é mais útil e mais utilizado no dia a dia.

Todos atentos – a equipe da W3haus Porto Alegre também participou, à distância

O start de uma ação que envolva mobile deve pensar em 3 pontos fundamentais: presença, ferramenta e experiência.

A presença é onde a marca se encontra após o aplicativo. Ter um ponto de recepção já adaptado para o mobile – pensem num bom site ou boas páginas adaptadas para visualização em smartphones – dar ao usuário que te encontrou através do mobile um bom atendimento e um bom suporte web para que ele continue interessado nas suas possibilidades.

Entenda como as pessoas usam o seu serviço e transfira a confiança do primeiro ponto de contato, seja ele físico ou virtual. Inclua no seu planejamento começar com um bom site mobile!
Ofereça uma ferramenta útil, agradável e amigável para o usuário que tem interesse no uso do seu serviço, mantendo o foco na praticidade que os smartphones proporcionam. Agregue força ao conceito de: “faça o máximo” na palma da sua mão. Traga informação e valor para a sua marca através de funcionalidades que tornem seu o aplicativo indispensável.

Focalize o desejo dos usuários e as infinitas possibilidades que a web traz. Nesse ponto Leo afirma: “a realidade aumentada é negligenciada hoje em mobile” e mostra que esse é um caminho para entregar uma boa experiência ao seu cliente. O celular é o hiperlink da mídia offline e, hoje, o caminho mais usado para fazer a conexão mobile + off é o SMS, que proporciona uma experiência de ativação simples e rápida.

As interfaces precisam ser muito mais inteligentes e intuitivas para o usuário mobile. O mobile está causando uma revolução na forma como entendemos o varejo e vem facilitando o CRM – em ações mobile é possível incluir o número de telefone na sua base de dados de clientes! – e mobilizando redes sociais em integrações, como o Facebook Ads para mobile.

O motivo do bom retorno nesse formato deve-se à facilidade de ativação dos caminhos de click to call, to map, to download, to youtube, to share e to buy e, o mais comum dos conceitos de formato facilitador é o uso de dois clicks para download que temos no iOS.

Por ser digital, tudo no mobile é 100% mensurável, ou seja, gera dados ricos para análises estratégicas. Ao lançar um aplicativo no mercado devemos ter como foco alcançar o “share of hardware”, que é alcançar a fidelidade dos usuários de determinado device, quiçá de todos – lembre-se do sucesso do Instagram para iOS e depois Android.

As ações que usam mobile apresentam altas taxas de retorno, pois remetem a exclusividade do formato e do conteúdo, menor dispersão, afinal o foco está numa pequena tela e proporção em relação ao espaço usado na visualização.

O ponto crucial é saber que o boom do mobile só vai aumentar e que se adaptar a ele é vital!

 

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One Response to #MobileDay na W3haus com @leoxavier – por @elisangelacombr

  1. Leandro Cabral says:

    Gostaria de me candidatar a vaga de Ai qual o procedimento ?